Wilson Lima e a loja de vinho: a corrupção na saúde durante a maior crise sanitária

Segundo a acusação, a loja de vinhos foi um meio de disfarçar a corrupção na crise da saúde no Amazonas

Mesmo após as denúncias de negligência durante a pandemia, o governador Wilson Lima parece fingir que está tudo bem e realiza suas passeatas e campanhas pelo interior e capital como se nada tivesse acontecido. Em janeiro de 2021, ocorreu a maior crise sanitária do Amazonas, sendo um dos casos de maior repercussão em todo o mundo. No dia 14 de janeiro, o oxigênio em Manaus esgotou e a cidade viveu um dos piores momentos. Wilson Lima, então, compra respiradores superfaturados.

O governador, que em 2018 fazia a campanha como o “novo”, levou ao povo amazonense uma falsa ilusão de um candidato honesto e que combatia a corrupção. De fato, quando estava à frente do “Alô Amazonas”, programa que teve sua ascensão na televisão amazonense, defendia arduamente a população e crucificava os caciques da política do Amazonas. Foi só assumir o comando do estado que o povo viu quem realmente é o Wilson Lima, após todas as acusações de corrupção, afinal, onde há fumaça, há fogo.

Diante da maior pandemia da história, o governador da plenitude, o novo, começa a ser investigado após ser denunciado pelo Ministério Público pela acusação de corrupção na saúde e superfaturamento na compra de respiradores pulmonares, com preços exorbitantes. Um em média custava cerca de 17 mil reais, e foram comprados por mais de 100 mil cada, um valor absurdo, de acordo com profissionais da saúde e as lojas credenciadas.

Busca por oxigênio em Manaus, em janeiro de 2021. Foto: Divulgação

Para acobertar a possível ação criminosa, o governador usou uma loja de vinhos e disse que no Cnae da empresa existia a compra e venda de equipamentos hospitalares. Logo, todos desconfiaram e iniciou-se uma investigação em cima do governador. Além dele, o seu vice, Carlos Almeida, e cerca de 12 pessoas também foram investigados, dentre eles estavam secretários de estado.

Nesse superfaturamento, os prejuízos somaram-se a um total de R$ 2 milhões para os cofres públicos do Amazonas, e os respiradores nem sequer serviam para os casos graves de Covid-19. Outro fator alvo de investigação foi o Hospital De Campanha, que foi alugado, pelo governo, de um empresário da cidade que também foi investigado. Esse hospital não tinha leitos e nem equipamentos suficientes, e o aluguel passava de R$ 2 milhões por 3 meses. A Polícia Federal chegou a ir à casa de Wilson Lima e dos investigados para fazer busca e apreensão, mas é claro que o governador não deixaria as possíveis pistas em sua própria residência de luxo.

Foto: Divulgação – G1

O colapso na saúde em janeiro de 2021, em que houve a falta total de oxigênio em Manaus, causando várias mortes, também foi, de acordo com médicos e a acusação, consequência da má administração do Governo do Amazonas, que recebeu recursos suficientes para a compra de ventiladores, oxigênios, aquisição de leitos e muito mais. No entanto, o pior aconteceu e diversas vidas foram perdidas.

Hoje, Wilson Lima, mesmo em meio aos escândalos, volta a se candidatar. Caminha pelas ruas, visita os ribeirinhos e tenta ao máximo mostrar para a população que ele é o melhor para o Amazonas, destinando recursos para a entrega do Prato Cheio, Auxílios, créditos e muitos outros benefícios para a população. Mas o povo não se esquece da verdadeira gestão de Wilson Lima na pior crise sanitária que já existiu no estado do Amazonas.

Foto: Divulgação

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