Websérie conta história de bar temático de rock dos anos 80, em Manaus

Fãs do estilo musical que frequentaram o ‘BipTop Batidas’ podem participar com depoimentos, fotos e vídeos


Uma imersão nos anos 80 e na cena cultural amazonense do rock, com direito a memórias em solos de guitarra e batidas de mangarataia. Essa é a proposta da websérie ‘BIP TOP – Mangarataia & Rock’.


A série on-line vai contar a história da ‘BIPTOP BATIDAS’, casa noturna referência em rock e batidas nos anos 80 em Manaus.


O roteiro conta a história do movimento de rock da época, e tem como protagonistas pessoas que fizeram parte do cenário, seja como artistas ou fãs desse estilo musical, frequentadores do extinto bar, que podem participar da produção da websérie, com o envio de depoimentos e fotos das boas memórias que construíram no local, por meio de um grupo criado no whatsapp.


Nostalgia


Quem viveu essa época, lembra com saudade e tem a certeza de que é possível eternizar aqueles momentos. É o caso do autor-roteirista da websérie, Chicco Moreira, amazonense e que leva o rock and roll na veia.
“Nós queríamos um lugar onde pudéssemos ouvir nosso som, que era pesado demais pra época. Até a chegada do BIPTOP, não tinha. Quando a BIPTOP chegou, foi muito bom. Nós nos sentíamos em casa, acolhido”, disse o roteirista.


Aqueles que assim como Chicco tiveram a sorte de fazer parte dessa história, integrando o movimento de rock pesado da época podem enviar seus depoimentos, com novas histórias, fotos, imagens e posters, para ampliar esse universo underground.
Através de formulário (https://forms.gle/aU28oCmREphpkdfJA), as pessoas vão poder mandar as informações e anexar os arquivos, com data limite até 31.10. Também é possível fazer o envio das memórias por whatsapp, pelo telefone (92) 9279-4546. Serão aceitos os arquivos digitais nos seguintes formatos: PDF JPG, PNG e WAV. Ou seja, fotos, vídeos (com até dois minutos de duração), áudios e arquivos de jornal.

BipTop Batidas
Localizado na rua Ramos Ferreira, esquina com a Av. Getúlio Vargas, o BIPTOP BATIDAS pertencia ao casal Jonas e Marília, que, na época, inovou ao criar um bar onde os visitantes podiam colocar suas fitas, com as músicas que queriam ouvir.


Filas eram formadas ao redor do toca-fitas no balcão. Enquanto esperavam a sua vez, curtiam o som que estivesse tocando, de Pink Floyd a Kreator, de Sepultura a Ratos de Porão.


Em meio a esse cenário, havia ainda um fliperama, e diversas bebidas, sendo a batida de mangarataia a queridinha, e que virou marca registrada para os fãs de carteirinha do local e para muitas bandas nacionais que fizeram dedicatórias nas capas e encartes dos discos agradecendo a Biptop e a batida de Mangarataia.

A websérie
Todos esses detalhes nostálgicos vão ser contados ao longo de 6 episódios de 13 minutos, com uma reconstrução afetiva da atmosfera de um bar de rock democrático e plural, como nunca se viu na cidade, influenciando diretamente o nascimento de um movimento que impulsionou músicos e produtores culturais.


A Websérie Bip Top Mangarataia & Rock responde uma pergunta que muito se faz fora do Estado: Houve um movimento de rock em Manaus? Sim! Com bandas locais inspiradas e uma história empolgante que passa pela própria história da Bip Top Batidas.


A previsão de lançamento da Websérie é para a primeira quinzena de dezembro, em data a ser definida pela produção.


“Dezenas na calçada, com seus violões, skates e mochilas de acampamento. Havia de tudo, havia de todos os tipos, única coisa comum além do rock eram os seus copinhos da famosa batida de mangarataia, especialidade do bar. Foram vivências intensas, grandes histórias de amizade e, principalmente, de potencialização da cena rock’n’roll da cidade”, comentou

Produção
O material está sendo produzida pela Tamba-Tajá Criações com apoio da Airumã Produções, 602 Filmes e recursos da Lei Aldir Blanc, por meio do prêmio Feliciano Lana da Secretaria de Estado de Cultura e Economia CriaEva (SEC-AM).


e será veiculada inicialmente em Canal no Youtube, com links nas demais redes sociais.


O período retratado vai de 1988 a 1993, que compreende a abertura e fechamento do bar, através de um vasto material de arquivo desse período, registrado em fotos, áudios e vídeos por vários integrantes do movimento, entre eles: Francisco Ribeiro, o Dentrash. Márcio Tchaca, Sayonara Melo (Redatores do Fanzine da época) Alex Moreira (empresário que, com apenas 19 anos, trouxe as bandas Sepultura, MX, Dorsal AtlanEca, R.D.P e Viper).

Tamba-Tajá Criações
A Tamba-Tajá Criações, desde que iniciou sua atuação em Manaus, tem buscando trabalhar temáticas amazônicas sob um novo viés, e isso implica em não apenas trabalhar aspectos culturais mais presentes, como a cultura indígena, ribeirinha, o Boi Bumbá etc, mas também outras manifestações culturais e artísticas que foram e ainda são muito pulsantes, como é o caso do rock. Nos enche de orgulho produzir um material que vai contar pro amazônida e pro mundo que aqui em Manaus existiu e ainda pulsa um grande movimento rockeiro, com bandas surpreendentes e uma cena que movimenta shows, fãs e tudo o que o rock’n’roll tem direito.

Chicco Moreira
O autor-roteirista Chicco Moreira é amazonense e se aventurou a escrever duas novelas em Angola, mas nos tempos de Biptop não era nada disso, era apenas o “Junior Rock’n’roll Batman”. Chicco será o roteirista principal e diretor da websérie de 6 episódios de 13 minutos, contendo novos depoimentos, imagens de arquivo da época, imagens dramatizadas (1980/2020) e a surpreendente chegada de Jonas e Marília em Manaus.

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