Deputado diz que Wilson Lima mente sobre a não exigência do passaporte vacinal

O Ofício Circular Conjunto assinado pela Casa Civil e Sead impõe a obrigatoriedade da apresentação da carteira de vacinação nos órgãos públicos e traz, ainda, diversas restrições ao funcionamento das secretarias estaduais devido à 3a onda da pandemia

O governador Wilson Lima mentiu, anteontem (1°/02), ao afirmar, na tribuna do plenário Ruy Araújo, na Assembleia Legislativa do Amazonas, que o Estado não irá exigir a apresentação da carteira de vacinação para ter acesso aos prédios públicos do Governo do Amazonas. Wilson Lima também mentiu ao assegurar que “não obrigaria ninguém a tomar a vacina”. As informações são da assessoria do deputado Dermilson Chagas.

“Esqueceram de informar ao governador, que ao parece é sempre o último a saber do que acontece no seu próprio governo, que a Casa Civil e a Secretaria de Estado de Administração e Gestão (Sead) enviaram o Ofício Circular Conjunto nº 001/2022, assinado pelos seus respectivos titulares, Flávio Cordeiro Antony Filho e Fabrício Rogério Cyrino Barbosa, exigindo a apresentação da carteira de vacinação e exigindo também a tomada das doses de reforço e vacinação imediata de quem ainda não tomou a vacina”, informou o deputado Dermilson Chagas (sem partido).

O deputado Dermilson Chagas informou que o aumento nos casos de pessoas infectadas, internadas e que vieram a óbito devido à nova variante Ômicron foi um dos motivos de o Governo do Amazonas enviar o Ofício Circular Conjunto para que todos os órgãos estaduais pudessem cumprir a exigência da cobrança da carteira de vacinação.

No documento, que está anexado ao fim desta matéria, o item 4 expressa a seguinte determinação: “Solicitação aos servidores da entrega de cópia da carteira de vacinação atualizada e adoção de medidas de incentivo à vacinação daqueles que, estando aptos a receber o imunizante ou a correspondente dose de reforço, ainda não o tenham feito”.

O Ofício Conjunto traz, ainda, mais exigências em relação às “providências necessárias” que serão tomadas pelo Governo do Estado, caso os servidores venham a apresentar quaisquer sintomas relacionados à Covid-19. Segundo o item 10, nesses casos, o servidor deverá “se dirigir de imediato ao serviço de atendimento médico mais próximo para as ações que se fizerem necessárias”.

O parlamentar explicou que, segundo dados divulgados pela própria Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas – Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS), o Amazonas fechou o mês de janeiro deste ano com 96 mil novos casos da doença e 114 mortes por Covid-19 confirmadas. Além disso, ao todo, o Estado já registrou mais de 13.950 falecimentos causados pelo novo coronavírus. Até 31 de janeiro de 2022, o número de novas infecções alcançou o patamar de 529.876.

“Apesar de todos esses indicadores, o governador Wilson Lima insiste em negar que o Amazonas está vivendo uma terceira onda da Covid-19, quando profissionais da Saúde e pesquisadores, dentre eles o cientista da Fiocruz Jesem Orellana, já alertavam em novembro de 2021 que o Amazonas já estava vivendo uma terceira onda devido à velocidade de contaminação provocada pela variante Ômicron”, comentou o deputado Dermilson Chagas.

Mas, apesar de negar a existência da terceira onda, o governador Wilson Lima foi desmentido pelo seu próprio secretário de Saúde, Anoar Samad, que, em entrevista a uma emissora de TV local no dia 27 de janeiro deste ano, afirmou que o “Amazonas já está vivendo uma terceira onda”, conforme pode ser comprovado pelo vídeo da entrevista anexado.

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