Briga por causa de som alto termina com vizinho matando primos baleados

Pai de dois meninos, João tinha acabado de chegar em casa após uma festa familiar em uma chácara, onde ocorreu o chá de revelação do de seu terceiro filho, uma menina.

Dois homens morreram baleados na noite de domingo (17), na Vila Toninho, em Rio Preto, SP. Os primos Marlon Mateus da Silva, 27 anos, e João Euclides Mauricio França, 32, chegaram a ser socorridos e encaminhados à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro, mas não resistiram aos ferimentos. Ninguém foi preso.

Pai de dois meninos, João tinha acabado de chegar em casa após uma festa familiar em uma chácara, onde ocorreu o chá de revelação do de seu terceiro filho, uma menina.

Segundo o boletim de ocorrência, um familiar de uma das vítimas contou à polícia que um dia antes, no sábado, houve uma discussão entre um dos primos e o vizinho devido ao som alto.

A tia dos rapazes, Rita Sindou, 45 anos, diz que as vítimas ficaram incomodadas com o som alto, porque precisavam dormir para acordar no dia seguinte para ir trabalhar. “O morador da casa não gostou quando foram pedir para baixar o som. De pirraça, ele ainda aumentou mais. Ligamos para a Polícia Militar, mas não enviaram nenhuma viatura para cá para resolver”, reclama a tia. A PM disse que vai apurar, porque não foi deslocada viatura para o local.

Os rapazes foram mortos na noite de domingo, quando estavam prestes a entrar em casa. Há duas versões sobre a forma que ocorreu o crime. A primeira é de que o vizinho sozinho teria feito os dois disparos que mataram os rapazes – um tiro no peito de cada um. A segunda versão é de que um veículo, com quatro homens, se aproximou da casa em que as vítimas estavam. Dois homens teriam descido e disparado contra Marlon e João.

Nas duas versões, as pessoas que teriam participado do crime fugiram logo em seguida. As vítimas chegaram a receber atendimento emergencial na UPA da Vila Toninho, mas não resistiram à gravidade dos ferimentos.

Parentes estão revoltados com a morte dos primos após uma simples divergência por som alto e cobram empenho da polícia para prisão dos autores do crime.

“Eram rapazes de bem. Nossa família estava toda em festa com o bebê do João. Não é justo que ele tenha sido assassinado. A mulher ficou viúva, ele vai deixar três filhos, inclusive a menina que está para chegar”, lamenta a tia. Marlon era solteiro, mas ajudava no sustento da casa dos pais.

O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios da Divisão Especializada em Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto. Boa parte da investigação vai se basear em imagens de câmeras de monitoramento que filmaram o crime.

Fonte: CM7

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